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sexta-feira, 12 de março de 2010

Direto da GDC: Lara Croft muda de estilo em novo game.



Nos últimos anos, cada nova versão de "Tomb Raider" parecia dedicar mais atenção à modelagem de Lara Croft que ao game em si. Entretanto, os atributos físicos da heroína não conseguiram evitar a decadência da franquia. Assim, "Lara Croft and the Guardian of Light" é, antes de tudo, uma prova da coragem da Crystal Dynamics, afinal, é provavelmente o primeiro título da franquia cujo decote da personagem não está à vista.

Brincadeiras à parte, "Lara Croft and the Guardian of Light" deixa de lado o nome "Tomb Raider" e o velho estilo "Indiana Jones de saia", mostrando-se um título de ação essencialmente arcade, com visão isométrica, avalanches de inimigos para dar cabo e cenários para explorar. Em demonstração, durante a GDC, o produtor Forest Large usou o trocadilho "coompetition" (algo como "coompetição") para definir o jogo.

A história gira em torno de um conflito no passado entre deuses da guerra por um artefato chamado Mirror of Smoke. O vilão Xolotl acabou derrotado por Totec, que ficou "enterrado" no espelho. Cerca de 2.000 anos mais tarde, Lara encontra o artefato, que é roubado por mercenários e, com isso, o mal volta à tona. Agora, a heroína e Totec, que retorna à Terra, precisam dar um jeito de consertar a situação.

"Lara Croft and the Guardian of Light" foi feito sob encomenda para dois jogadores, cada um na pele de um dos personagens. A cooperação entre ambos é fundamental para superar os obstáculos: Lara, por exemplo, pode lançar e segurar um gancho para que Totec caminhe por um abismo, por exemplo, enquanto ele atira lanças em paredes, improvisando escadas que dão à heroína acesso a lugares até então inatingíveis.
O game procura o tempo todo sustentar esta tensão entre os jogadores, que precisam obrigatoriamente cooperar entre si para avançar. Os personagens sempre permanecem na tela, mesmo quando se afastam um do outro - neste caso, o zoom diminui até um certo limite.

"Guardian of Light" é tão centrado nesta "coompetição" que no modo para um jogador não há Totec - o jogador assume o controle de Lara, que ganha habilidades extras para compensar a ausência do parceiro.

Por outro lado, existe uma competição permanente e velada, à medida que cada jogador tem seu "score", que aumenta conforme o número de inimigos mortos (neste caso, explica a Crystal Dynamics, os pontos vão para quem deu o tiro de misericórdia). Caso o jogador morra por um erro individual próprio, ele perde pontos no placar.

Perguntado se haverá características persistentes, como ganho de experiência para os personagens ou o aprendizado de novas habilidades, Large fez mistério, mas deu a entender que algo a respeito será revelado na E3.
Para quem está acostumado a "Tomb Raider" ("A série está apenas 'descansando'", Large se apressou em dizer), "Guardian of Light é extremamente diferente. Mas, dado o certo esgotamento da fórmula da série nos últimos anos, esta nova abordagem mostra-se, sim, perfeitamente capaz de divertir.

No caso, estamos falando de um game para baixar nas redes Xbox Live Arcade e PlayStation Network, além do PC. Logo, é um título mais descompromissado, mas mesmo assim interessante de se experimentar. Se a fórmula emplacar, a Crystal Dynamics ganha mais tempo para decidir o que fazer de fato com "Tomb Raider".

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